(66) O medo

o medo abala

o medo abusa

o medo te usa

com medo não fala

se esconde durante o dia

não quer passar mais apuro

a noite vive no quarto escuro

sob as cobertas da covardia

sem forças para reagir

a vida se esvai vazia

no estômago azia

não consegue fugir

pobre vítima inocente

se sente horrível culpada

devidamente julgada

não se vê mais contente

hipócritas morais

julgamento sem defesa

batem na mesa

com seus gritos irracionais

impõem o medo com o dedo em riste

dominam sua presa

com uma única certeza

a impunidade existe

triste mundo esse aqui

em que um ser

acredita que pode ter

o outro para si

 

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